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Um imenso tronco de jaqueira, tombado pela própria ação da natureza, deu nome a esta bela reserva, ponto de referência histórica e cultural para os ancestrais da tribo Pataxó.

Os 827 hectares de mata nativa e as lendárias ocas espalhadas pelo local, ainda no formato original, dão a exata sensação de se estar nas terras de “pindorama”

Engajados na proposta de desenvolvimento sustentável, os Pataxós da Jaqueira começaram a receber visitantes para a prática do turismo ecológico. Trata-se do Proecotur; primeiro projeto implantado em uma aldeia indígena, promovendo diversas atividades para a preservação ambiental, afirmação cultural e ecoturismo.

No local chamado quigeme – um grande círculo coberto onde acontecem os rituais -, índios, vestidos e pintados a caráter, recepcionam os visitantes com manifestações de sua cultura. Os turistas têm a oportunidade de praticar jogos de arco e flecha, adquirir artesanato confeccionado na própria tribo, fazer trilhas e, ainda, experimentar a saborosa culinária típica, que inclui pratos como o tradicional peixe assado na folha da patioba (uma palmeira utilizada, também, na confecção de redes).

Existem duas opções de trilhas: a mais extensa leva duas horas para ser percorrida, cruzando trechos densos da Mata Atlântica; a outra, mais curta, de aproximadamente 40 minutos, permite ao visitante conhecer as práticas agrícolas, a caça e o cultivo de algumas plantas medicinais. No final do programa, a comunidade indígena convida todos a participar do Auê, um ritual de agradecimento a Iamissun, “o criador”, representado pela soma dos quatro elementos da natureza. Em seguida, acontece uma pequena confraternização em agradecimento à visita, com a dança do Passarinho. É necessário contato prévio com a Associação Pataxó de Ecoturismo. A Reserva recebe até 48 pessoas por dia, com passeios que duram, em média, 3 horas.